Segundo um relatório da Ocean Conservancy de 2017, a Tailândia é um dos cinco países asiáticos que mais plástico manda para o mar. Os outros são a China, Indonésia, Filipinas e Vietname. Mais preocupante é saber que 50% do plástico mundialmente “consumido” é usado uma única vez e logo depois atirado fora, sendo que, sacos, embalagens e garrafas de plástico são os principais responsáveis por esta dura percentagem. Estima-se que, anualmente, cerca de 500 biliões de sacos de plástico são usados no mundo inteiro e, a cada minuto, é usado um milhão – os sacos de plástico têm uma média de utilização de 15 minutos mas podem levar entre 100 a 300 anos a decompor-se. O plástico é uma matéria de baixa reutilização, nomeadamente quando comparado com o papel ou com o ferro e aço, pelo que, os custos ambientais desta realidade são incomensuráveis. Apenas 14% do plástico é recolhido e reciclado por oposição ao papel e ao ferro e aço que já atingiram os 58% e os 90% respetivamente. Um milhão de garrafas de plástico são compradas a cada minuto no mundo e este número irá aumentar 20% até ao final de 2021, altura em que se estima a compra de meio trilião de garrafas de plástico no mesmo espaço temporal. Estes números são reais, impactantes e colocam urgência na necessidade mundial de lhes fazer frente.

Fatalmente, todos os estudos apontam para um crescimento massivo da presença de plástico nos oceanos e, projetando este dado no ano de 2050, acredita-se que haja mais plástico do que peixes (peso). Outra grande preocupação são os microplásticos ingeridos por peixes, ou por organismos que servem de alimento a esses peixes que depois entram, eventualmente, na nossa cadeia alimentar; quando alguém come peixe, está a consumir plástico!

Efetivamente, o plástico apresenta baixo custo produtivo e uma imensidão de utilizações e tornou-se num dos materiais mais populares do mundo. Tudo somado temos grandes desafios pela frente. Desafios em termos comportamentais e desafios de limpeza para as populações no global. Desafios de reciclagem e de produção para a indústria no geral. A verdade é que precisamos mesmo fazer qualquer coisa.

A Comissão Europeia já anunciou que pretende banir dez artigos de plástico que representam cerca de 70% de tudo quanto anda pelos oceanos, em particular nas águas territoriais e nas praias da UE.  As palhinha, pratos, copos, sacos de gelo, sacos de lixo, plástico a cobrir produtos de papel e cartão, entre outros, têm que ter os dias contados, é necessário esforço redobrado: De todos! Pelo Planeta!

Nota: Este artigo integra a edição 22 do Jornal Economia Local

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