Na passada sexta-feira, Basílio Horta – presidente da Câmara Municipal de Sintra – esteve reunido com os corpos sociais da AESintra na sede da Associação, com a presença de alguns empresários. Esta reunião vem na sequência de um trabalho conjunto levado a cabo pela AESintra e pela autarquia, motivado, essencialmente, pela conjuntura pandémica que há oito meses atinge o mundo e que é sentida de forma substancial em Sintra. Esta relação de proximidade entre as duas entidades revela o esforço de ambas em desenhar um caminho favorável à recuperação económica do tecido comercial e empresarial de Sintra, não descurando, claro está, a esfera social e a assistência reforçada que conjuntamente a AESintra e a CMS podem acrescentar.
Basílio Horta, assentou a sua intervenção em três pilares conceptuais. Revelou o foco na desburocratização urgente e necessária dos processos de apoio ao tecido empresarial/comercial, capaz de ser diminuída em larga escala se as duas entidades trabalharem em simbiose, partilhando problemas e construindo soluções atempadas. As novas realidades e necessidades trazidas pela pandemia, que se arrastarão ainda por tempo indeterminado, precisam de ser encaradas com a simplificação de processos e pragmatismo.
A reação rápida aos problemas sociais, impõe que os agentes ativos locais com poder instituído e capacidade de intervenção, concertem esforços e respondam a uma só voz. O desenho de pontes entre pessoas, empresas e instituições, o cruzamento de interesses e de vontades visando a resolução de situações sociais deficitárias – tais como os níveis preocupantes de desemprego do concelho – e a utilização de recursos próprios e disponíveis a favor das populações mais atingidas pela pandemia, devem ser os objetivos prioritários da ação conjunta entre a AESintra e a Câmara Municipal de Sintra.
Por último, Basílio Horta revelou a importância da parceria institucional entre ambas as entidades para que, conjuntamente, com base na experiência acumulada na co-gestão de fundos comunitários, a AESintra e a edilidade possam definir programas de ação e de intervenção nas diversas áreas da sociedade. A experiência de anos nesta matéria da AESintra, faz com que a sua estrutura organizativa já se encontre fixada e oleada para a interpretação, gestão e direção dos fundos comunitários que vão estar disponíveis. Basílio Horta deixou um sinal claro de confiança na competência adquirida da AESintra, demonstrando e reconhecendo a necessidade imperiosa de ter a Associação como parceiro preferencial nesta matéria.